Novo vídeo para os The War on Drugs: ‘Brothers’

Cowboyadas para o rebuçado psicotrópico destes fãs da linhagem Dylan-Tom Petty que editaram no ano passado Slave Ambient e que a 31 de Maio actuam no MusicBox, em Lisboa.

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The Men, senhores do punk

Editaram o notável Leave Home, em 2011, passam por Lisboa em Março e, no mesmo mês, editam um novo álbum, Open Your Heart. O tema título:

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Os fabulosos irmãos Po Po

Diz que finalmente vai acontecer a estreia em longa duração do duo garageiro-psicotrópico Po Po, manos de Filadélfia com ascendência paquistanesa – tem tudo para correr bem, esta philly soul temperada a picante do bom. Pistas:

‘Bummer Summer’
‘Final Fight’

Dope Boy Magick vai ser editado pela Mad Decente de Diplo

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White Rabbits: ‘Heavy Metal’ sem espinhas

Fazer vídeos tão triangulares – nas suas relações – como a música que lhes diz respeito. É uma questão de sincronia de ideias, a mesma que junta os diferentes minimalismos que os White Rabbits congregam para fazer canções. Vai-se a ver, vão todos bem uns com os outros:

O álbum, Milk Famous, sai a 6 de Março

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Alabama Shakes: ‘Heavy Chevy’

A 9 de Abril chega a Portugal um dos melhores rebentos rock’n'rol r&b e outras siglas que tais dos últimos tempos. Como assim? É isto:

Boys & Girls é o título do álbum.

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Grouper: ‘Demona’

Para que não restem dúvidas sobre a possibilidade de um filme de terror dar em momento curto de equilíbrio a dar para o bucólico. Está tudo no jeito com que se trabalha a matéria. Liz Harris, que assina como Grouper, tem mais que jeito para moldar o espaço em volta das canções, transformando-o de acessório em protagonista. Aqui numa versão de Demona, dos Dead Moon:

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Electric Guest: funk de plumas

Ou um Prince do gueto, um R&B de garagem deslavada, a preparar álbum para 24 de Março, com a produção de Dangermouse:

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Novo vídeo dos Cloud Nothing: ‘No Future/No Past’

As misérias cantadas como as exigências dos anos 90 descontentes com tudo em geral exigiam mais a mania de ser do contra de no wave dá nisto. Álbum com edição internacional hoje. O título: Attack on Memory.

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Orelha Negra no CCB: redes sociais

Brincar à música é coisa mais que séria. Pegar daqui e dali e fazê-lo enquanto der gozo, acertando na maioria das vezes, é hobby mas só para quem se entrega à causa como os que fazem negócios milionários. E os Orelha Negra passeiam-se por aqui, hedonistas sociais, aqueles do prazer “meu, teu, nosso, quantos são?”. De tal maneira que antes de terem um disco novo – diz que acontece em Abril – levaram os temas que o vão compor ao CCB, para serem de todos, em jeito de farra colectiva. Socializar por aí, como os próprios vão fazendo através dos discos que coleccionam para depois lhes trocarem as voltas, mais aquela mania de dizer que o que vem da rua é bom, com um baixo e uma bateria que passam o tempo todo a fazer filhos. Ou seja, está tudo como esteve no álbum de estreia, mas menos acidental e mais programado. É uma questão de ouvido, esclarecido e atento. E esta orelha deixa-se ir em jeito de jam session contínua mas sem nunca se perder pelo caminho. Do palco chegou tudo sem mácula, que este música presta-se – e de que maneira – às cerimónias de grupo. Com o disco haverá mais e diferente, só pode.

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(Hoje há disto no Lux – 2) The Pyramids: Afro tudo e mais alguma coisa

O nome de baptismo de Idris Ackamoor é Bruce Baker mas o mais certo é já nem o próprio ter memória disso. O saxofonista, actor, perito em sapateado e visionário psicadélico tem mais que fazer. Motivou a reunião da banda que fundou em 1972, os Pyramids, e isto do mundo “afro-espacial” não dá lugar a detalhes miseráveis. “Afro-espacial, sim, isto é indescritível. Tu nunca viste, tu não sabes”, diz-nos Ackamoor. E quem não sabe não fala. A não ser do que há para escutar. Recordando os três álbuns: “Lalibela” (1973), “King of Kings” (1974) e “Birth/Speed/Merging” (1976). É passar os ouvidos por aqui e perceber porque é que Caribou convidou estes americanos: dissolve-se tudo no ar.

Separaram-se em 1977. Antes disso, foram iluminados aprendizes do jazz e discípulos do Black Music Ensemble de Cecil Taylor. Até que foram para a Europa e para África. As viagens deram-lhes a volta a cabeça e nós agradecemos. “Em África começámos por Marrocos mas rapidamente chegámos ao Gana. Aprendemos com os percussionistas xamãs, gravámos sons que nunca tínhamos escutado antes. Depois vivemos perto de Nairobi, numa plantação de café. E todas as semanas apareciam turistas, a querer participar em sessões de oração e dança. E nós a tocar!” Assim aconteceu, antes de tudo acabar e ficar em menos do que banho-maria durante mais de 30 anos. “Porquê?” Sim, porquê, Idris? “Porque tínhamos vinte e poucos anos, porque queríamos muito mais mas não sabíamos bem o quê, porque o meu casamento acabou e ela fazia parte da banda. São boas razões, não?” É, são boas razões.

Poucos anos de trabalho mas que bastaram para misturar o improviso com o nervo avant-garde e as tradições africanas em algo… “Estratosférico, é a melhor palavra.” Como nenhuma outra coisa. “Claro. Naquele tempo havia o Art Ensemble de Chicago, o Sun Ra… mas nada como nós.” Idris formou depois o colectivo Cultural Odyssey – “para continuar a fugir a um emprego das nove às cinco” – e viu o seu percurso musical recuperado pela colectânea “Music of Idris Ackamoor”, em 2006. Veio depois a reunião da banda e o regresso ao estúdio. O título do novo álbum será “Otherwordly”. Do outro mundo, claro, só podia.

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(Hoje há disto no Lux – 1) Four Tet: Futurismo digital e pastéis de nata

A Kieran Hebden dêem-lhe pastéis de nata. Façam-lhe a vontade e ele promete simpatias. O homem não tem culpa de se render por tão pouco. Esteve em Portugal em 2003, quando os Radiohead por cá andaram pela última vez. Cinco noites, três em Lisboa, duas no Porto, e Kieran em todas elas, a revelar-se ao mundo como Four Tet, ainda a medo: “Nessa altura estava a começar a fazer apresentações ao vivo, performances electrónicas. Foi com esse convite, com essas primeiras partes, que comecei a levar tudo isto mais a sério.” E pelo caminho descobriu que pastéis de nata como os portugueses não há. “Em Londres, por exemplo, são muito populares, mas não são assim tão bons, nem de longe”, diz.

Hebden junta tudo e reconhece que voltar a Portugal é coisa boa, pois então. O músico confessa que isto já devia ter acontecido: “O Lux tentava agendar-me uma noite há um par de anos mas a coisa estava difícil.” Dan Snaith tratou do assunto. Depois de Kieran ter programado o festival ATP Nightmare Before Christmas em Dezembro passado (Minehead, Inglaterra) com Caribou, este último convidou-o a alinhar na festa Green Ray de hoje. Entre os dois há respeito, admiração e outras qualidades diplomáticas mas a verdade é que estes criativos crónicos são amigos mesmo quando estão à civil, ainda que tudo se misture: “De todos os músicos que conheço, o Dan é dos que tem gostos e interesses mais próximos dos meus. Aliás, temos por hábito partilhar o trabalho que vamos fazendo, trocamos opiniões sobre a música de cada um.” Uma pista: hoje vai haver DJ set conjunto entre Caribou e Four Tet. “Três discos para cada um, à vez” é o que se sabe. Ou de quando os prodígios até são seres sociais.

Depois dos Fridge, banda que Hebden integrou e que o levou a experimentar as coisas do pós-rock, o projecto Four Tet nasceu em 1998. Explicá-lo “é difícil”, diz–nos o próprio. “Tenho trabalhado com tudo e com todos [entre os mais recentes estão Steve Reid, Burial ou Thom Yorke]”. Mas e por estes dias? “Ando numa de música de dança, club culture, estou a regressar a essas influências”, avisa, que é como quem diz “isto pode mudar tudo num instante”. Kieran Hebden é coleccionador compulsivo de discos – “Londres é boa para coisas novas, Nova Iorque para lojas de segunda mão” – e em gente desta não se pode confiar.

(publicado no i)
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François & The Atlas Mountain: dos franceses como heróis indie

Com nome inglês, tudo bem, mas são a primeira banda a assinar pela divisão francesa da Domino Records, daquelas editoras que tem revelado coisas indisciplinadas que importam. O primeiro álbum do grupo, E Volo Love, é editado em Portugal na segunda-feira:

François & The Atlas Mountain: ‘Piscine’
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Active Child no campo

Novo vídeo para Hanging On, daquelas que vão passar pelo Lux a 14 de Fevereiro

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Novo single de Bruce Springsteen: ‘We Take Care Of Our Own’

De Wrecking Ball, edição a 5 de Março

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Daniel Rossen: sozinho vai bem coisa que chegue

Daniel Rossen carrega consigo a maldição de ir acertando sem querer. Ou então, é tudo calculado ao detalhe. Esquecendo isso, a verdade é que entre Department of Eagles e Grizzly Bear, o homem espalha o seu sinfonismo melancólico nascido da alternativa urbana como uma tal classe que impressiona. Agora quer fazê-lo a solo, com um primeiro EP. Cinco temas em nome próprio, Silent Hour/Golden Mile, com edição marcada para 19 de Março.

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Epifania Lambchop

20 de Fevereiro volta a ser legal fazer da miséria uma qualidade. Mr. M é o título do novo álbum dos Lambchop. E se continua assim é feito de melancolia que viaja a trote para toda a parte. Cowboys com problemas por resolver mas a ver soluções em technicolor. Kurt Wagner afinal é um herói psicadélico em territórios áridos e a canção que para já serve de pista para o novo álbum é uma das melhores que o ano, ainda curto, já viu:

Lambchop: ‘Gone Tomorrow’
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El Guincho: ‘Novias’

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Nova canção de Julianna Barwick

Do melhor para dar saúde e fazer crescer, até ao regresso da quase-fada das harmonias e seus universos paralelos:

Julianna Barwick: ‘Never Change’
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Mos Def, Yasiin Bey e os outros todos

Mos Def, a quem devemos continuar a tratar por Yasiin Bey, por estes dias, continua a revelar novidades. O mais recente é Top 40 Underdog, com o rapper a recriar o que outros fizeram. Niggas in Poorest é o baralhar e dar de novo de Niggas in Paris, de Kanye West e Jay Z:

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Entrevista: Black Keys

Black Keys, a melhor contratação para os festivais de Verão que ainda não foi feita (pedimos desculpa se, quando ler este texto, a banda já estiver confirmada para um palco português, ontem ainda não estava); o duo americano que brinca com os blues como se o material fosse plástico e adaptável a qualquer experiência de garagem – e safam-se porque mais a sério que isto é difícil; a banda resistente à epidemia que dizimou alguns dos ditos “revivalistas rock’n’roll” do início do século (estrearam-se em 2002 com “The Big Come Up”); ou apenas os tipos que escreveram “Lonely Boy”, a canção cujo vídeo mostra um dançarino doméstico com mais pinta que muito viciado nas coisas nocturnas. Editaram no final de 2011 o sétimo álbum, “El Camino”. O vocalista e guitarrista, Dan Auerbach, aceitou responder a algumas questões durante um telefonema de curta-duração. A primeira era mais que óbvia.

Porque é que ainda não actuaram em Portugal?

Bom, talvez porque nunca ninguém nos quis pagar para irmos aí, talvez isso.

Mas são assim tão caros?

Acho que não, acredito que muitas bandas sejam bem mais caras que nós. Somos só dois. Na verdade, acredito que já nos tenham feito propostas mas, por uma razão ou por outra, nunca aconteceu. Isto de contratar uma banda e de organizar digressões tem muito que se lhe diga, não é tão fácil como parece.

De qualquer forma, ainda não é desta que vai anunciar “não se preocupem, é este ano que vamos aí”.

Experimenta escrever algo como “os Black Keys vão fazer uma digressão de um mês por Portugal”.

Talvez seja melhor não escrever isso, provavelmente ninguém vai acreditar e em Portugal há muitos fãs dos Black Keys. Mas deve ser algo recorrente por estes dias, não? Vocês estão na moda.

Sim, um pouco, mas não há uma excitação generalizada como acontece com as estrelas rock’n’roll. Até porque não sou nada disso. Sou apenas um músico. Ou melhor, somos uns “budding rockstars”, havemos de o conseguir quando formos grandes. Fazemos música, é só isso. Mas reconhecemos que algumas coisas estão diferentes.

Como por exemplo.

Coisas pequenas, às vezes nem te apercebes. Sabemos que há mais atenção sobre o que fazemos e até sobre aquilo que dizemos, mesmo que não tenha qualquer tipo de interesse. Mas isso faz parte, não me queixo. Até porque há mudanças que são simplesmente internas.

Fazem parte da evolução da banda.

Exacto. Isto de ter um grupo de rock não é como ter uma moldura num móvel ou uma estante com livros. As coisas alteram-se mesmo contra a tua vontade, fogem do teu controlo. Isto é um bicho que respira, que tem uma vida própria. Com cada ano que passa aparecem novas formas de pensar a música que fazemos. E também por isso que continuamos a fazer o que fazemos. Porque mantemos tudo isto interessante.

Mas alguma vez pensaram que os Black Keys poderiam não ter futuro?

Não, curiosamente não. Sempre me diverti a fazer música com o Pat [Carney, baterista]. Claro que já tivemos períodos menos bons, numa de casal desavindo, mas nunca pensei que parássemos de tocar. Somos só dois. Qualquer um acaba por se chatear com o outro se passar 24 horas com ele durante muito tempo. Até com a mãe.

Estão então comprometidos a fazer isto durante muito tempo. “Para sempre” é de mais, não?

Para sempre, sim. O que fazemos é intemporal, esta música não tem data, isto não tem prazo de validade. Este estilo musical não tem raízes na cultura popular. Não é uma moda, não é um vício daqueles que se consome rápido e do qual, daqui a um par de anos, ninguém mais vai ouvir falar. Não vive de truques, não se faz de teatro nem de múltiplas personalidades. Vestimo-nos como gente normal e comportamo-nos como gente normal, nem mais nem menos. Tocamos e cantamos, só, nada mais que isso, e esse tipo de tarefa está feita para durar para sempre.

Mas a História explica que muitos que fizeram coisas menos normais em palco tornaram-se famosos e influentes.

Não digo que não. Mas se confiarmos de mais em teatralidade, fogo-de-artifício e guarda-roupa fora do habitual, aí a vida vai ser sempre curta. O tipo de trabalho que fazemos e a forma como nos apresentamos… Porra, eu já me visto como um velho, portanto, acho que estou pronto para envelhecer a fazer isto.

Velho se calhar é exagero…

Não é não. Já vi fotos do meu avô e acho que tenho andado muito parecido com ele. Mas gosto da forma como os velhos se vestem. Para nós é bom, talvez algumas pessoas nos vejam como gente responsável, figuras paternais?

Quando era mais novo, muito antes dos Black Keys, não seguia a cultura pop?

Claro que sim, com as rádios mais comerciais e a MTV e tudo isso. Quando tinha 14 anos, lembro-me que o hip hop era aquilo que me cativava mais a atenção. Lembro-me de ouvir muito os BBD [Bell Biv DeVoe, grupo de Boston que alcançou relativo sucesso em 1990 com o single “Poison”], esse tipo de coisas que misturava muito o hip hop com o R&B. Mas também me lembro de gostar de INXS, quando era puto. Havia qualquer coisa nas canções deles que as tornavam viciantes. E tudo isso, deixa-me que te diga, era muito pop.

O que aconteceu entretanto?

Sempre ouvi blues e bluegrass. Talvez no início não o tenha feito totalmente por vontade própria, claro, porque era a música que a minha família ouvia e tocava. E quando comecei a tocar guitarra queria era tocar com eles, quando eles o faziam. Comecei a aprender blues, queria saber tudo sobre aquilo, como fazer o som certo. A partir daí aconteceu comigo o que aconteceu com muitos outros miúdos que só queriam ter uma banda: nada mais importava.

Ainda põe um disco de blues a tocar e procura acompanhar, descobrir os truques e os segredos?

Não. Talvez não o faça aí há uns seis ou sete anos.

Depois de terem editado “Rubber Factory” [2004], por aí.

Sim, talvez a partir daí. Ao mesmo tempo que o nosso som começou a ficar menos áspero. Porque sempre gostei de muita música diferente, apesar de ter nos blues a minha grande paixão. Um pouco como o Pat. E começámos a tentar outras coisas, a compor mais. Quando ouço uma canção de outro artista, não perco tempo a tentar perceber “como é que ele faz aquilo”, não agora. Estou satisfeito com aquilo que sei e consigo fazer.

Declaração modesta, para quem gravou um disco a solo [“Keep it Hid”, 2009] em que tocou, gravou e produziu tudo sozinho.

Acredita nisto: para quem é músico há algum tempo, há coisas que, mesmo não sendo as que nos deixam mais à vontade, vamos conseguindo fazer e descobrir, ainda que a um nível muito simplista. Se o fizermos com cuidado, conseguimos convencer muita gente que somos peritos.

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