Kevin Gates, “Stranger Than Fiction”: Rap para controlar a noite

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As primeiras ideias que ficam das audições de “Stranger Than Fiction” são todas as coisas que Kevin Gates não é. Faz parte de novas ondas do hip-hop norte-americano em que os duros mostram que também têm coração, mas não é Kendrick Lamar. Faz rimas do sul, da Louisiana profunda, mas também está longe de ser o futuro terceiro membro dos Outkast. Em “The Luca Brasi Story” teve um dos momentos altos no mundo das mixtapes em 2013, mas aqui há menos espaço para definir as fronteiras entre o gangsta rap e a dimensão humana. Porque isto é daquele rap na veia de um Gucci Mane, que não só fica bem em todos os sítios da noite, como também conseguimos imaginá-lo lá, sentado na área mais VIP da coisa. A produção atrás disto diz isso mesmo. Kevin Gates quer chamar a atenção daqueles que têm muito a ouvir em noites em que podem ou não haver mais substâncias envolvidas. Perde alguma complexidade do trabalho anterior, mas com batidas destas também não está propriamente a falhar.

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