Deafheaven, “Sunbather”: Como se os Cure se mudassem para a Noruega

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Dificilmente o leitor passará os olhos por qualquer texto de “Sunbather”, o segundo disco dos Deafheaven, sem que a expressão “black metal dado às melodias” não surja, de uma forma ou de outra. E isso é coisa para fazer muito boa gente passar à frente e seguir com os seus assuntos. Mas isto é um disco que vive numa fronteira quase sempre saudável. Por um lado não vai agradar aos militantes do género, dados às coisas dos Mayhem e Burzum, e por outro pode agradar aos que nunca consideraram sequer acender um fósforo a menos de 50 metros de uma igreja. E se conseguirmos passar esta última piada plena em mau gosto, podemos chegar ao facto de “Sunbather” ser esta experiência maravilhosa de tons, com ambientes de sobra que não param ao longo de 60 minutos, feito da voz dos infernos a complementar as mais incríveis guitarras que vão caindo em forma de cascata. O black metal aqui é base para todas as texturas que fazem isto transcender géneros e os preconceitos idiotas que eles possam ou não causar. E isso faz deste disco uma das melhores audições a ter este ano.

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