Gisela João: fez-se ao fado e conquistou-o

gjdEm palco fala de si, da música e dos poemas. Veste de preto, fica-lhe bem, e mostra os pés sem saltos altos, muito menos sapatos de sola. Quando se atira aos versos pega-nos de frente e não há nada mais que interesse. É assim em carne e osso e também no disco de estreia que lança segunda-feira. É impossível recusar-lhe a ganância de querer o mundo todo, de uma só vez, em cada canção. É um desejo desmesurado que lhe cai bem, basta ouvi-la para o saber, seja na tradição de um dupla como Alain Oulman/Ary dos Santos ou no meio de uma Casa da Mariquinhas em que a letra foi reinventada por Capicua. E com uma voz que não nos dá descanso, nem que o muito quiséssemos – que aqui não é o caso. De Barcelos para o primeiro disco, uma marialva que estava há anos para aqui chegar. Enfim, 2013 é dela. Em entrevista ao i no final do ano passado, Gisela dizia sonhar com o dia em que a chamassem de “artista do caraças”. Basta ouvir o disco e está feito.

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