QOTSA, ‘Like Clockwork’: Raios, afinal o mundo não acaba amanhã

qotsa_like-clockwork-hdEstávamos à espera de um porradão rock’n’roll, nós e toda a gente, que ninguém diga “eu por acaso não”. Culpa de Josh Homme, hedonista e responsável maior por obras sem paralelo na histórias da vagabundagem cantada com peso, os álbuns “Rated R” (2000) e “Songs for the Deaf” (2002). Em “Era Vulgaris”, o disco anterior, não encontrámos grande vestígio desse passado quase criminoso que fez dos QOTSA os maiores, sem aspas nem nada. Neste “Like Clockwork” há outra vez sedução no meio do escuro, cowboys do asfalto movidos a bom álcool, mau-comportamento para dar e vender. Mas também há crises de meia idade a trazer mudanças na atitude e no ritmo das canções – tudo mais tranquilo e com menos pressa. Falta-lhes urgência, aquela noção de que o mundo pode acabar amanhã, melhor conhecê-lo todo já. Ainda assim, sabemos que até nas canções mais melosas há sempre um rufia, mesmo que mascarado de bom tipo, ele que não pense que nos engana com tanta facilidade.

publicado no i
Esta entrada foi publicada em Discos, Música, Queens of the Stone Age. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s