Filipe Raposo ao piano, um contra todos

FilipeRaposo_crtz (2)Há concerto de apresentação de “A Hundred Silent Ways” hoje, na Culturgest em Lisboa, às 21h30. Este é um questionário com o artista em modo telegráfico, sobre teclas, umas mais óbvias que outras:

Piano de parede ou de cauda?
De cauda! O som de um piano de concerto é uma experiência intensa, marcante, e quando toco num piano de concerto é como ter um prolongamento do meu corpo. É uma espécie de super poder. Claro que existem variações de marca para marca, de piano para piano, assim como da própria sala de concerto onde tocamos.

E piano eléctrico?
Hum… não sou fã. Sinto-me limitado pianisticamente, pois não tenho os recursos tímbricos que um piano acústico me oferece.

Em escolhendo um pianista, ele seria…
Que pergunta injusta… aqui vai: Glenn Gould

E uma pianista?
Outra pergunta injusta… Maria João Pires.

Um compositor de eleição?
J.S.Bach.

A derradeira canção ao piano?
“We must believe in spring”, do Bill Evans.

Já agora, um disco?
“Paris Concert”, do Keith Jarret.

As primeiras notas que tocou, quando é que isso aconteceu?
As primeiras notas tocadas por mim, em perfeita consciência, teria por volta dos 5 anos quando surgiram, em casa dos meus avós maternos. Essa experiência foi deveras importante. Quanto à escolha das notas… a mais pura aleatoriedade!

E as notas que gostava de ter composto?
Lembro-me de uma melodia que teima em aparecer: “Erbarme dich” de J.S.Bach da Paixão Segundo S. Mateus. É alquimia pura. E já agora cantada pelo Andreas Scholl.

Para compor ao piano, qual é a melhor altura do dia?
De manhã, à tarde e à noite.

E manias habituais no momento de compor, quais são?
Janelas fechadas e portas fechadas. Tento isolar-me ao máximo do mundo exterior. Isto inclui telemóvel no silêncio.

E os vizinhos, o que dizem?
Uma das vizinhas não ouve correctamente, os da frente e de cima fugiram (tal como o entrevistador, que morava 2 andares abaixo). Tendo em conta este universo, acho bastante positivo.

Teclas brancas ou pretas?
Todas.

O acorde favorito.
O célebre acorde do prelúdio de Tristão e Isolda (R. Wagner), que marca a passagem para a modernidade na música.

Fora do piano, o que mais ouve?
Gosto muito de música com poesia, tenho estado a rever os discos do Chico Buarque e da Amélia Muge.

Último concerto em que, na plateia, disse “sim senhor, maravilha”?
Gulbenkian, 2012, Variações Goldberg tocadas pelo András Schiff.

E gostava mesmo era de tocar piano com…
Outro pianista, Grigory Sokolov.

À mesa, pianinho ou entremeada?
Vegan…


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