Dirty Beaches, “Drifters / Love Is The Devil”: Disponível para amar, mas vai haver drama

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Em dose dupla. É assim que Alex Zhang Hungtai, o canadiano de ascendência chinesa que dá pelo nome de Dirty Beaches, volta aos discos, com os sucessores de “Badlands”, de 2011. “Drifters / Love Is The Devil” é um trabalho de duas caras, à letra. Aventureiro das sonoridades da baixa fidelidade, com influências das imagens estilizadas do cinema de Wong-Kar Wai, listadas pelo próprio e que na segunda metade se tornam particularmente evidentes. Fronteira constante entre o que é virado para a canção mas que nunca chega a pop acessível, e o que é colagem, textura, ambiente e desafio. Nestas últimas estará o maior encanto deste quinto disco de Hungtai. Coisas de confronto e difícil digestão, mas não passamos por elas sem receber as devidas recompensas, porque isto teima em não parar de soar a presente e a futuro. E esses também nunca deixam de ser os tempos verbais mais difíceis.

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