James Blake, “Overgrown”: Novas formas de encanto


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Há festas assim. Chegamos, olhamos em redor e deixamos que o silêncio nos vá dominando. Dizemos frases a espaços largos, e o que fazemos não se materializa sem passar pelo nosso filtro de julgamento próprio. Até que algo clica e tudo o que sai da nossa boca parece um mundo sem fim de encanto e sofisticação. James Blake fez esta transição em dois discos, com o valor acrescentado de conseguir ser encantador nas duas facetas. E se o auto-intitulado de 2011 era este exercício em timidez e no delicioso uso dos silêncios, neste “Overgrown” tudo é maior, a tentar ir mais longe e mais alto. Ouça-se “Take a Fall for Me”, com a primeira incursão à séria do produtor londrino por terrenos do hip-hop, com RZA dos Wu-Tang Clan ao volante, para provar isto. Mais uma prova que, nas batalhas do dubstep, Blake conta como aquele nosso amigo que não fala muito, mas quando o faz pensamos “uau, este tipo sabe coisas”.

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