Low, ‘The Invisible Way’: É devagar, devagarinho, e é assim que tem de ser

low1Isto é difícil, porque o ser humano normal, ao pegar numa guitarra, transforma-a primeiro num instrumento de percussão e só depois se aventura pelas melodias e harmonias da coisa. Mesmo chegado a esse ponto, fazer das seis cordas uma companhia para a elegância que bebe chá e confessa problemas é bem menos provável que usá-las para entornar minis e destilar ódios – coisa que não tem nada de mal, antes pelo contrário. No tal campeonato de classe-e-corte-fino, os Low correm como poucos. Estão entre os maiores artesãos de porcelana pop tristonha e, para fazer este “The Invisible Way” (décimo álbum em 20 anos de banda) levaram as canções até aos estúdios dos Wilco. A viagem deu-lhes um pouco mais de asfalto e betão aos versos, mas continua a ser o mesmo caminho de sempre: a intimidade transformada em coisa pública, sofrer a bom sofrer e todos a cantar. Não cansa, nunca cansa.

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