De Cody ChesnuTT no Ritz Clube: a soul explica tudo

Dizia um funk soul brother convicto ao nosso lado que a Cody ChesnuTT era dar-lhe uma lista telefónica – “canta, chega-lhe” e ele havia de o fazer como ninguém; mais as palavras da “quem me dera ser amiga dele” ali perto, a pensar na soul como música para tudo e para todos. Dois juízos para resumir a noite de sábado, no Ritz, sala certa para o swing em causa, ainda que a ensardinhar os que por lá foram espalhar suor. Cody só cantou “Landing on a Hundred”, que o homem que fez o álbum “Headphone Masterpiece” já lá vai. Assim sendo, sai hora e meia de Marvin Gaye com James Brown, de proletariado funk com os espíritos do amor, da paz e seus derivados todos no centro das canções, corpo a corpo com um público quente, ficou-lhe bem o Verão momentâneo. E depois de um Mexefest em que a actuação que nos deu revelou dúvidas nos músicos que o acompanhavam, desta vez foi a máfia do bairro a fazer tudo certo, mais que certo até. Redenção e paixões a encher uma sessão de tradição negra americana com um comunicador sem curso mas mais encartado que qualquer filho de diploma.

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