Devendra Banhart, ‘Mala’: Um apaixonado, a amada e as canções do Verão eterno

malaUm copo gigante, de uma bebida que só lá vai devagar, mas que carrega e bem. Devendra está numa época estival sem fim, de águas calmas e calor a todas as horas. Daí que este “Mala” seja uma viagem em baixa rotação pelo Caribe de cidade, pelas guitarras que embalam sestas e libido, tudo suado e com calma, pressa para quê. Trovas tão californianas, à beira da costa, como de cabanas enfiadas em montanhas. Há versos eléctricos como “twist and shout” mas mesmo esses são cantados na horizontal. Até as electrónicas surgem ou em chill wave – como Devendra entende os circuitos de quarto em formato pop – ou em pequenas sequências de sintetizadores infantis. Gravado em Los Angeles, na casa do artista, com capa de sua autoria e inspiração óbvia colhida junto da noiva Ana Kras. “Mala” é um disco de romance, de dias sem horas marcadas para mais nada. E nesse calendário serve todas medidas.

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