Atoms For Peace, ‘Amok’: Um átomo e os outros à volta dele

Atoms_AMOK_Cover_300dpi_261012Um disco que é um jogo de “isto vai no plural mas em indo no singular dava no mesmo”. Ouçam-se os últimos discos dos Radiohead ou, e sobretudo, a colecção de canções que o líder dos de Oxford assinou em 2006, “The Eraser”. “Amok” vai pelo mesmo caminho. Sintetizadores em desmultiplicação constante que definem o ritmo (apesar da bateria, que também a há) e a futura paisagem sonora que acabará por envolver tudo. Melancolia para a era digital de pequenas divisões urbanas, com a voz de Yorke a fazer o que lhe serve melhor as medidas: mantras tristonhos, entre o arrastamento das sílabas e o falsete bem treinado. Mas Atoms for Peace é nome de banda, com célebres como Nigel Godrich (produtor-estrela) e Flea (super-baixista) a participar na tarefa. Se não o fizessem, a coisa seria diferente, pois claro. E quando tudo resulta resulta a sério. Mas só o faz com ganas numa ou outra ocasião, até porque este disco é de gozo momentâneo.

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