Eels, ‘Wonderful, Glorious’: Bom dia, raiozinho de sol. É tentar dizer isto sem ranger os dentes

Porque a solo tem dias que é complicado e porque se isto não for a dividir pode mesmo aborrecer, esta é a primeira contribuição de Ricardo Lima Esteves nesta página. Daí que agora os textos venham acompanhados pela respectiva assinatura. Depois desta vêm mais, podem ter a certeza, e as responsabilidades cada um fica com a sua:

Eels-Wonderful-Glorious
Mark Everett começa “Wonderful, Glorious” a dizer-nos que está farto da sua própria complacência, num tema criteriosamente intitulado “Bombs Away”. Que consigo traz a esperança que o décimo disco com o nome Eels desta vez não vai dar na mesma espiral de autocompaixão vista em trabalhos anteriores embebidos de um blues vendido em pacote indie-rock. Que é um dia novo e há sol a brilhar nos corações dos envolvidos. E quem somos nós para duvidar de Everett quando nos fala da sua boa disposição. É claro que tudo isto não vem sem um sonoro “sabem que mais?”, que já parte do princípio de que não íamos acreditar na premissa. Não há álbuns de Eels que apareçam sem um ou dois bons momentos para dar, definidos pela perícia na escrita de canções. Isso nunca. Chegam é frequentemente sem recordações que fiquem para lá do primeiro impacto. Não se trata de não inovar, porque isso já nem seria o esperado. É agarrar na alegria e acreditar mais nela.

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