Cody ChesnuTT veio à terra para dizer que vai voltar

Porque não há ilusões sobre a possibilidade de realmente assistir a uma mão cheia de (bons) concertos no Mexefest, o tal que leva trânsito à condicionada Avenida da Liberdade – e porque a fila para os Alt J era coisa semelhante à espera que os ingleses alimentam antes da abertura de portas de uma department store das grandes num boxing day concorrido – mais vale escolher e bem. Certa foi a pontaria: Cody, o James Brown cruzado com Marvin Gaye em pleno século XXI, é uma prenda vinda da terra da soul e do funk, a cantar sexo sempre que pode e a dizer “o amor é o caminho”. Pois claro que é. Mesmo que o som fique bem longe do que esperávamos ou que a banda que acompanha o mestre seja de perfil secundário, sem atitude e com pouca segurança, ChesnuTT agarra-nos pelos colarinhos e é o foges. Cerimónias são coisas para experimentar na totalidade e a Estação do Rossio foi santuário urbano que preparou o caminho para o regresso, a 16 de Março, Aula Magna, aí sim para redenção absoluta – notícia avançada pelo próprio, em palco e com um papel na mão, ou seja, a ler o que pareceu soar a “Aula Magna”. É confiar.

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