Neil Young & Crazy Horse, ‘Psychedelic Pill’: marcha dos desalinhados

Este comprimido é um susto, um tremendo assombro, logo à primeira canção. “Driftin’ Back” ocupa 27 minutos para dizer ao mundo que este não é o tempo de Neil Young, cowboy insolente. 27 minutos? Claro que sim. Se o presente está errado, é dizê-lo através de um vocabulário que desafia as normas contemporâneas, que estica a corda e, por isso mesmo, assume uma atitude de selecção natural: ou estamos com ele ou contra ele. “Psychedelic Pill” não chega à dezena de canções e, ainda assim, divide-se entre dois discos. Não é megalomania, é um compêndio de vida. A de Neil Young, como lida na nova biografia, “Waging Heavy Peace” (que em boa parte gerou o álbum), e a dos Crazy Horse, tanque de batalha indestrutível. Juntos choram a desgraça que é nunca ter concretizado os sonhos de 60. A triste realidade é, para nós, uma notável oferenda: uma marcha rock’n’roll imparável.

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