Norberto Lobo, ‘Mel Azul’: Atirados à fera

Sair de casa com o disco na mão e percorrer o máximo de quilómetros possível para mostrar esta iguaria ao mundo. Havíamos de ser profetas deste messias, só nos ficava bem. Norberto, o herói que canta e dança sem sair do lugar, como todos os aspirantes a gente com destino grande mas timidez maior. Vai de transformar tudo em habilidade à guitarra que dá para chorar e fazer a festa, é escolher, freguesia. Porque, vai-se a ver, não há blues nem fado nem jazz nem folclore de montes e vales. Está tudo de embrulho bonito nas artes acústicas de Norberto (com a ajuda de outro Lobo, o Manuel, e de Sei Miguel no final da viagem), que nunca cansam, não se esgotam e muito menos se explicam. Enquanto correm atrás do disco (tem de ser), vão lá arranjar títulos de temas como “Lúcia Lima”, “Vudu Xaile” ou “Valsa da Greve Geral” a ver se é fácil. Isto de ser génio vai dos detalhes às obras completas e não está a preço de saldo.

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