Flying Lotus: herói digital, sem capa mas com power-ups

Flying Lotus não é o nome de um projecto nem o alter-ego de um músico, isso seria fácil de mais. Flying Lotus é o jogo da apanhada a acasalar com o da cabra cega. E o objectivo é descobrir o que raio se está a passar. A partida não é curta, vai para um total de 18 temas. E em várias fases é possível ceder ao cansaço da demanda, que isto é empreitada exigente. Mas uma vez sintonizados na mesma frequência de Steven Ellison – na verdade essa proeza nunca vai acontecer na totalidade, o homem está distante de mais – é difícil dizer que este corta e cola de sons, que este delírio digital sem ritmo definido não se transforma em experiência física e nervosa. Aqui há um Ridley Scott de naves espaciais que voam baixinho, amigo do Thom Yorke mais ácido e do Ornette Coleman mais arrojado. Todos juntos no mesmo jogo de uma consola sem bits a menos nem nada a mais. E nós a querer conquistar vidas extra.

(publicado no i)
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