Bob Dylan, ‘Tempest’: Mau tempo com requintes de sabedoria

Dez canções, número perfeito para Dylan e para nós, que o seguimos, sempre. Por que raio de razão haveríamos de querer mudar isso? Em “Tempest” este Bob é o contador das melhores histórias sobre amor e desamor – o romântico e o qualquer outro que se queira; é o melhor catalisador de memórias radiofónicas de uma América cantada à maneira tradicional, com todos os heróis frescos na memória que não tem prazo de validade; com os versos escritos com requinte, sem confusões mas com as obrigações todas impressas numa simplicidade desarmante; a jogar palavras como quem brilha com os trunfos em cima da mesa; mais o rock’n’roll e a folk e os blues e Nova Orleães no mesmo autocarro. A condução é serena porque os quilómetros acumulados fazem das suas. E a areia na voz encaminha-se, por vezes, para a gravilha. Mas voltamos sempre ao alcatrão e isso é de génio.

publicado no i
Anúncios
Esta entrada foi publicada em Bob Dylan, Discos, Música. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s