Cat Power, ‘Sun’: charme crónico, mesmo em dias de perdição

Ficou sem dinheiro, sem ideias, sem namorado, sem vontade para quase nada. E depois completou “Sun”, um disco que é um curso intensivo de recuperação em 11 canções. Isto é regressar de um romance falhado e de um quotidiano destruído sem aviso, claro, mas é também voltar à vontade de escrever canções porque essa é a função mais estimulante e desafiadora que Chan Marshall poderia alguma vez desempenhar. Sobretudo quando dá por si desamparada de guitarras ou pianos, ombros amigos que nos discos anteriores lhe tinham amparado as mágoas de forma melancolicamente sublime. Cada confissão de “Sun” gerou a sua própria melodia, sempre sedutora e apaixonante na sua rouquidão desarmante, mas a apontar para a digitalização de sentimentos como Marshall nunca antes tinha experimentado. Ainda assim, fica a caminho de gerar o ataque ao sistema nervoso de outros momentos que criou.

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