Dexter Gordon, ‘Go’: 50 anos

Há 50 anos fazia-se disto, com mestria e sem grandes planos. Hora marcada, uma pequena máfia de 4 e um chefe de vontades certas. Dexter Gordon, o corajoso que transformou o bebop em calão para o sax tenor, gravou em 1962 o princípio do seu fim americano. Um álbum depois e mudou-se para a Europa onde, dizia o próprio, vivia melhor, para ele e para a música, que é como quem diz “para ele” outra vez. Go é música invejosa para partilhar, um fenómeno pouco habitual. Tem os tiques todos do imaginário de inícios de 60 sob improvisos: a cave forrada a fumo, mais o solitário a vaguear por ruas desconfiadas e o romance impossível e seus derivados. Mas há também, e sobretudo, técnica sem complexos nem confusões. Génios (o senhor Gordon mais Sonny Clark no piano, Butch Warren no baixo e Billy Higgins na bateria) juntos num estúdio, fora dos palcos, mas sempre com a mesma mania “isto só pode ser surpreendente para todos”. Coolness profissional, compromisso sem prazo e seis temas – pouco mais de meia hora – que assombram.

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