Paul Buchanan: Um bloco de notas sentimental e um piano

Em “Mid Air” só há uma canção com mais de três minutos e não podia ser de outra maneira. É tudo uma questão de esforço. Raros são os heróis que se desfazem em confissões perante quem não os conhece. E fazê-lo assim, com o método seguido por Paul Buchanan, torna impossível prolongar a missão durante muito tempo. Com os Blue Nile (separados oficialmente desde 2010), Buchanan já cantava o romantismo esperançado próprio de melancólicos irrecuperáveis. Mas neste primeiro álbum a solo – e como a expressão em causa esclarece – o homem está sozinho. É ele e um piano (tudo o que aparece pelo meio, entre cordas e sintetizadores, surge de fininho e com os pés descalços), com uma voz que quebra quando a memória manda, porque isto é tudo um enorme bloco de notas pessoal cantado. Amores e desamores, mais os que já foram sem se despedirem e os que ficam mas não dão notícias. Como um comum mortal, mas com muito mais classe.

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