Fiona Apple, ‘The Idler Wheel…’: os segredos dela são os nossos, não há volta a dar

Não há ninguém que se safe com este brilhantismo a cantar de dentes cerrados. Ninguém que nos dê canções como quem atira estaladas e nos tenha na mão, a querer ouvir tudo outra vez – apanhar a dobrar e se chorarmos levamos mais. E_por mais dores de amor que se tenha, quem é que opta por baptizar uma canção com o nome do ex-namorado, o mesmo que motivou quase toda a azia que por aqui se ouve? Querida Fiona, a maior rufia das apaixonadas, que precisa apenas da sua voz e de um piano (e de uns sons que foi gravando pelo caminho, de brinquedos infantis a passos) para se desfazer em confissões e levar quem a ouve por ali abaixo. Ou assim parece. Na verdade, este álbum encantado de nome quilométrico é uma redenção, uma hipótese para perceber erros e assumir culpas. Porque é isso nos interessa? Porque Fiona parece estar a dizer-nos tudo isto à nossa frente. Reduz as canções ao essencial e mete-nos ao barulho. Fugir é impossível.

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