O piquenique alternativo

Um parque inteiro a servir de catálogo rock’n’roll, o sonho molhado de viciados em descobrir o próximo grande nome que ainda nem gravou uma canção que seja. O Primavera Sound, meca das coisas indie, chegou a Portugal, gostou do que viu e de quem viu e disse que volta para o ano. A confirmação do regresso veio depois dos desfile dos heróis: os Suede mais uns quantos clássicos dos 90s a quererem ser intemporais (enquanto os deixarem); os Flaming Lips a fazer tudo acontecer em palco como mais ninguém; os maus vícios (qual quê) dos Black Lips a gerar bandidos entre o público; a pouca luz dos Beach House, só no palco, que nas canções era o que já se sabia e mais se descobriu, com uma multidão a querer ser dona do momento; a rebeldia engomada dos Walkmen; mais os M83, franceses que fazem dançar o maior palco que disponível, como se todos os dias fossem sexta à noite; a chuva de sábado, que se lixe a chuva, como disseram os Spiritualized; para o mau tempo estava lá o R&B espacial dos Weeknd e a digitália de quarto dos Washed Out; ou a felicidade pós adolescente dos Wavves, com tudo o que a fórmula pede; os The xx a dizer que ele há canções sem grande prazo de validade; e um último dia dentro de portas com fãs mais que dedicados. 2013 terá outra vez Primavera de toalhas de xadrez e decisões difíceis de tomar. Só boas notícias.

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