Era o Stevie Wonder, pois

O pequeno Stevie esteve em Lisboa, no Rock in Rio, era ele, Little, mudar vai tu. Com virtuosismos de quem sabe, que nem sempre satisfazem a fome dos que pedem “toca aquela”, mesmo que mudos, mas e então? Soul e R&B e funk, tudo junto para dizer que “espalhar amor” ainda é frase com validade, ainda convence toda a gente, pelo menos ali e naquele momento. Começar cada canção para nunca saber onde ou quando vai terminar. O homem tem as ideias no momento e manda, faz sempre sentido. Com Master Blaster e Superstition e Isn’t She Lovely mais a dedicatória familiar – e venha de lá I Just Called, tudo bem, faz sentido, o evento é de banda larga. E nós a perceber a maravilha que Stevie fez, quando deu a volta à pop que o formou e assinou a sua, pessoal mas por pouco tempo. Esta música tramou-nos há muito, não descola, não desgruda, e vê-la em carne e osso torna tudo ainda mais óbvio. A voz e a banda, tudo impecável, não esperávamos outra coisa. Mas foi tudo mais que técnico, que a banda não era de tributo nem de bar. Então porque é que tantos iam embora e fechavam a noite sem dizer adeus? “Vamos, se não depois é complicado.” Nem que fosse. Na dúvida, é sempre melhor ficar para ver – e aquilo, na verdade, era uma certeza.

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