Beach House, ‘Bloom’: (mais) Uma ressaca de sonhos felizes

O que é oficial é que os Beach House não conseguem fazer um disco que não seja prioritário sobre tudo o que esteja a acontecer à sua volta. E Victoria Legrande é sempre o que bem entender, voz de embalar, femme fatale ou senhora do adeus. Tudo porque esta brincadeira de juntar guitarras minimalistas com acontecimentos sintetizados infantis (o tanas, nem sempre o que parece é, pois claro) deixa espaço para que a voz vá com o resto numa harmonia que deveria ser simples de conseguir para qualquer um mas só aparece perante uns poucos iluminados. No meio de tanto encanto também há a certeza que esta epifania já nos tinha abençoado o juízo em 2010, com a graça que foi “Teen Dream”. Em “Bloom” ouve-se a mesma caixa de música de noites urbanas, a mesma ressaca com sonhos felizes à mistura. Este reencontro nunca poderia ser mau mas esperar que fosse uma revelação ainda maior também não pode ser pecado nosso.

(publicado no i)
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