Jack White, ‘Blunderbuss’: tiques de estilo assim, quem não os quer

Jack White, coitado, desdobrou-se em trabalhos na última década e ainda assim esperamos sempre que dele venha uma surpresa – dentro do conforto previsível que é o seu universo musical, claro está. White é um rock’n’roller crónico, é o_Stooge que faltava, o quinto Zeppelin e por aí fora. E não é só porque é fã, porque toca guitarra e bateria e o que mais houver ou porque tem atitude de sobra. É porque o talento que o abençoou envolve todas estas graças numa única e rara personalidade. Já o sabíamos, descobrimos tudo isso com a anarquia dos White Stripes, com o punk burguês dos Dead Weather, a pop de anfetaminas dos Raconteurs e mais as aventuras da sua editora, a Third Man Records. Para quê, então, um disco a solo, se para Jack White esta genética que já lhe conhecemos controla quase tudo? Porque poucas vezes a transformou em canções respeitando apenas, e desta forma, as suas manias, clichés e tiques de estilo, que são pérolas de enorme estima.

(publicado no i)
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