Graham Coxon, ‘A+E’: O pequeno grande herói por conta própria

A banda sonora para o livro que Graham Coxon tão bem poderia escrever, com um título próximo de “Como ser miúdo e adulto ao mesmo tempo”. O currículo construído deu-lhe a graça da experiência e ao oitavo álbum elimina gorduras com uma eficácia que os brindes da TV Shop nunca vão ter. O guitarrista dos Blur já era. Que a banda se reúna é maravilha que só nos traz alegrias mas Coxon, hoje, é um proletário rock’n’roll por conta própria. É um cientista perdido entre possibilidades, viciado no “então e se eu agora acrescentasse aqui qualquer coisa”. O reguila pop, que nasceu para fazer canções-rebuçado sem açúcar – ou a sopa ácida-picante em três minutos e meio de harmonia – está melhor que nunca, com tanta vontade de fazer dançar como de experimentar os limites das electrónicas rock de sotaque alemão. Sempre a partir da garagem com vista para os paradoxos britânicos, mais aquela guitarra esquizofrénica, que os deuses a guardem.

(publicado no i)
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