Julia Holter, ‘Ekstasis’: no quarto de Julia – ou no jardim ali ao lado

Até pode estar na moda esta coisa de fazer discos enquanto se brinca às canções. Brincar, aqui, significa juntar tudo o que está à mão, habitualmente confiando mais na tecnologia e suas maravilhas, que permitem ter o mundo musicado quase todo em cima da cama, com espaço ainda para a preguiça. Mas se isto está ao alcance de todos, aquilo que Julia Holter faz é coisa de uma minoria abençoada. Excepções que incluem gente atmosférica como
Julianna Barwick – mas neste caso com os pés mais presos às exigências de uma canção. Esta californiana trata as suas ideias como se fossem materiais frágeis. É tudo transportado com cuidado extremo até ao destino, arrumado nos sítios certos, nem excesso na bagagem nem nada esquecido em terra. Holter já disse, em diferentes ocasiões, que aprendeu muito do que sabe a ouvir discos de Joni Mitchell e Robert Wyatt. Pop e experimentação para revelar segredos como se fossem contos de fadas.

(publicado no i)
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