Grimes, ‘Visions’: Menina robô, vai uma dança e um susto?

Claire Boucher tem dupla personalidade. Quer meter medo e ser a nossa melhor amiga. Estende-nos a mão com melodias de casiotone e ritmos fabricados no seu portátil; mas sabemos que nem tudo é colorido, quando a voz, entre o agudo difícil de explicar e o falsete, no avisa que vem daí tramóia, monstros desconhecidos, quartos escuros de susto. “Visions” (prontinho a entrar no campeonato dos títulos mais certeiros) é a banda sonora de um filme futurista, a adivinhar vidas de ficção científica, com carros voadores através de cidades onde chove sempre e nunca é de dia (sabe-se lá porquê). E Claire, que nos oferece uma falsa imagem de infância digital, fez tudo isto sozinha, esclarecida em todos os detalhes sobre o que funciona ou não – ainda que volta e meia se encoste às facilidades do digital. Quando não o faz, arranca canções geniais de ambientes inóspitos, sai de uma selva de circuitos e outros que tais sem nenhum arranhão, só brilho.

(publicado no i)
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