Field Music, ‘Plumb’: Multiproteínas

Uma maratona de endurance dividida por provas curtas – nada que chegue aos 4 minutos, que não há resistência que aguente. Gente inteligente, estes Field Music. Declaram o amor pelas coisas progressivas, pelo virtuosismo instrumental, pelo som em camadas (uma-mais-uma-mais-uma) e transformam essa mania em canções pop, daquelas que se consomem a qualquer refeição sem que precisemos de perceber uma história maior, feita de personagens místicas ou de heróis de uma solidão redentora. Nada disso. São apenas ingleses que ouviram discos a mais, gente com pancada pela matemática de uma obra de arte, preocupada de facto em perceber as marcas dos instrumentos dos seus heróis, as progressões de acordes que fizeram a história e o funcionamento complexo de um metrónomo. “Plumb” não tem respeito por tempo ou ritmo, muda o que quer quando quer, surpreende e exige atenção. Curioso que não é difícil concedê-la.

(publicado no i)
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Uma resposta a Field Music, ‘Plumb’: Multiproteínas

  1. Nuno Rebelo diz:

    Ando a ouvir aos poucos, depois de os conhecer aqui no Independanças e está a valer bem a pena. Curiosamente até terei ouvido mais um álbum anterior, o Tones of Town, que foi mais fácil encontrar na integra no Grooveshark, para ouvir. Tipos muito interessantes, sem dúvida. A música Guillotine do novo Plumb deixou-me logo agarrado e a achar que vale mesmo a pena explorar fundo estes tipos.

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