Al Green: ‘Let’s Stay Together’ aos 40

O aprendiz de Wilson Picket, James Brown e Sam Cooke a fazer como os heróis, mas com a mania que ia chegar longe – para que ninguém duvide dos favores que um ego generoso pode fazer pelo sucesso de um aspirante a gente maior. Al Green já andava a abrir espaço pelos corredores do R&B e da soul. O primeiro álbum lançou-o em 1967, Back Up Train, ainda a marcar presença nos treinos da cultura popular urbana, sem saber que “Greene” ficaria melhor sem o “e” no fim. Quanto aos tiques, começavam nesse disco, carimbado pela editora de dois amigos do liceu. Valeu-lhe o suor e o jogo de sedução, ambos crónicos, para lhe darem fôlego – e aos que nele acreditaram – até Let’s Stay Together, editado a 31 de Janeiro de 1972. Um compêndio de sexo cantado, de arrependimentos românticos cínicos, de machismo seguro e confiante, sem tremer perante a lei regente – a feminina, nunca o homem a poderia negar. Vai que nunca mais teve um número 1, que se virou para o gospel e depois voltou atrás, que encheu a cara de tudo o que pôde e mais alguma coisa, para depois se converter à sua religião. Let’s Stay Together danou-o, para nosso bem, e enrolou-o em pecado santificado. Muito bem feito.

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