Rustie: ‘Glass Swords’

Isto veio da Escócia mas só no BI. Rustie vai a todas, é um fácil, e isso, por norma, é característica de quem não tem morada muito certa. Trocando o miúdo por outros tantos: deu com o dub-step a trocar-lhe as referências rítmicas; e com reguilas como Jamie XX a explicar-lhe que a revolução se faz a partir do quarto, desde que devidamente digitalizada. Partindo daí, convenceu-se de que nada é o que parece, nem a revolução dos Kraftwerk nem a house, muito menos as electrónicas francesas, a pop de pastilha elástica com circuitos integrados, o robot-funk ou as guitarras com distorção acima do que é tido como boa educação. “Glass Swords” vem daí, de quem faz música como quem gosta de ruído; ou só quer de dançar com peças de 4 cores diferentes no corpo; ou espera que um dia umas das suas criações seja apropriada por uma diva do R&B americano. Está tudo tão bem feito que nos fustigamos por só ter dado com isto no último dia do ano. Melhor que nada.

(publicado no i)
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