Robert Johnson dos Diabos

Faz hoje 50 anos que a Columbia se lembrou de lançar no mercado uma colecção de gravações com o título “Robert Johnson King of Blues”. O resultado? O rock’n’roll que hoje conhecemos. Quem estava lá para receber de ouvidos pasmados e vontades nervosas aquela epifania: Keith Richards e Mick Jagger, Jimmy Page, Jeff Beck e Eric Clapton, Jimi Hendrix e Pete Townshend. Quem ganhou espaço mediático instantâneo com a maravilha feita disco: os bluesmen que há muito deambulavam pela América, de Muddy Waters a BB King, a atenção que passou a ser empregue nas suas maravilhas, mais o espaço que haveria de ficar reservado para uma tradição musical revista e amplificada, crente nas seis cordas, liderada pelos Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd ou Stevie Ray Vaughn. Difícil é dizer que Johnson, melhor, o que tinha gravado 25 anos antes, em 1936 (Dallas, texas, mais precisamente), não mudou a história. No seu tempo de vida, Robert Johnson foi um mulherengo que dizem ter sido morto por um marido ciumento; um patológico social, que não dava para companhia em viagem, um mestre das guitarra, artista do slide, xamã de voz projectada sem amplificação; contador de mistérios e personagem central de um acordo com o diabo que dele terá feito génio irrepetível. Décadas depois tornou-se figura pop e mito urbano de influência difícil de superar. É obra.

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