Oneohtrix Point Never: O homem-máquina também tem dores de crescimento

A quantidade de consoantes da assinatura deste álbum vai assegurar uma triagem natural entre interessados e assustados. E até que as ameaças fazem sentido. Isto é música que não serve de ambiente (tem informação a mais) nem para dar ritmo a nenhuma parte do corpo, não é boa para conduzir nem serve para carpir mágoas. Isto é matemática fora do quadriculado, é aritmética digital. Daniel Lopatin – a outra metade do duo Ford & Lopatin – aventura-se por um País das Maravilhas privado, ácido até ao tutano mas sempre consciente. Não há aqui nada por acaso mas o objectivo também não é o de seguir uma narrativa. “Replica” é como um Blade Runner com laptops de última geração. É uma longa viagem de space shuttle sem turbulência, apenas portais para dimensões distintas – estes são feitos de samples intensos e nervosos, que não pedem licença aos sintetizadores e aos pianos mas porque não precisam. E estão na ZDB a 1 de Dezembro.

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