Fausto: onde está essa nau que eu cá não fico em terra, isso é que nunca

Mesmo quem nunca tenha crescido ao som de Fausto passa os ouvidos por isto e tem saudades de ser pirralho. Porque esta é uma aventura de espada à cinta e capitães de mar alto, de tesouros escondidos à espera do conquistador. Chegados à idade adulta, escuta-se este canto e sabemos que o tempo é apertado para conhecer tudo o que por aqui se passeia. Estas “Montanhas Azuis” são muito mais que um documentário da BBC Vida Selvagem, este é o relato do que nunca vimos mas sabemos que existe, tal e qual nos é cantado. Porque Fausto escreve o que não julgávamos possível e, se assim é, só pode ser porque o homem é afortunada vítima de uma epifania tropical. O malhão e o fado corrido não vieram daqui mas sim de trás das ondas. Ou então foi a marrabenta que nasceu à beira do Atlântico e só depois ganhou tempero de pimenta-redonda. Uma viagem por África para concluir a Lusitana Diáspora a dizer mar há só um. É brilhante? É brilhante sim senhor.

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