M83: Ir à gravilha não é exagero, é coragem em doses generosas

A história deixou-nos de herança o franzir de sobrolho na hora de estabelecer uma relação com um disco duplo. Mas a mesma avisa: mãos aos céus quando o feito se justifica e conquista os outros. Exemplo? “Hurry Up. We’re Dreaming”. Anthony Gonzalez é um músico obcecado com algo que jamais vai alcançar. Nos entretantos da demanda, vai deixando escapar esforços que nos fazem dizer “sim senhor, ele um dia chega lá”. É uma mania infantil, coisa de miúdo mimado, de quem tem todos os brinquedos do catálogo. Mas Gonzalez – dono e senhor das vontades com a assinatura M83 – explora sintetizadores, loops e outras maravilhas do mundo moderno sem egoísmo nenhum. Tudo é partilhado com a estrutura instrumental mais ortodoxa de uma banda pop e a relação entre ambos vai da dança indie à ambição progressiva da década de 70. Morde a gravilha do exagero muitas vezes mas regressa sempre ao alcatrão com balanço extra.

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