Coliseu da Buraka

Farra suada com clichés dos bons. As fãs de pouca idade que ocuparam todo o palco; “façam barulho” a cada intervalo entre canções e o povo todo a cantar “aperta com a próxima” – e eles apertavam, claro; o concerto nunca chegou ao fim, ia sempre a meio, porque eles/nós “stay up all night”, só dava para acompanhar, mesmo que a discografia caseira fosse mais garage rock ou shoegazing. Ninguém quis saber de rótulos, ninguém podia, para isso era melhor não ter posto os pés no Coliseu. Os Buraka Som Sistema apresentaram ao vivo, pela primeira vez, o novo Komba, que não é uma epifania em forma de kuduro (e isto sim) progressivamente crescido e maduro, mas é à prova de qualquer ameaça de fim de festa, é um cruzamento mais que consolidado de linguagens urbanas, que vai a todos os bairros e arrabaldes com um único bilhete de metro (de diferentes zonas, vá). Do princípio ao fim, a noite foi uma carruagem apertada, mas não totalmente cheia, em balanço constante, sem apeadeiros, nada de planos B. A pedir o regresso à rodagem que a viagem dos Buraka já teve, à espera do encaixe perfeito da nova voz, Blaya, que dança que é um arrepio. Mas a avisar que isso é coisa para resolver já daqui a pouco (diz que tudo isto volta a acontecer no Coliseu do Porto, dia 19).

Fotos de Ágata Xavier:

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