Chifre, a nova editora a entrar na arena

As regras do jornalismo mandam que se ponha a notícia no início do texto. E para cumprir a norma dizemos desde já que a coisa aconteceu mesmo assim: quatro amigos com a mania das músicas – e queda para as actividades das artes, comunicação e espectáculos – decidiram juntar-se para fundar a Chifre. O que é? Uma editora, distribuidora, agência de management e promotora de músicos, bandas e suas obras. A aventura começa oficialmente na sexta- -feira, com a festa de lançamento marcada para o Music Box, em Lisboa (23h30), e um cartaz que inclui os quatro primeiros nomes do catálogo em questão: Diego Armés, David Pires, Capitão Fausto e A Armada. Ponto.

Ficam os nomes dos responsáveis por este mergulho de cabeça: Marca Moiteiro, Vanda Noronha, Francisco Santos Silva e Pedro da Rosa. Marta confessa–se: “Acreditamos que há espaço para mais uma editora. E com as valências que temos [parêntesis recto para dizer que estas são a música, a fotografia, a rádio e outras que tais] conseguimos complementar o trabalho de cada um, construir uma equipa coesa.” Mas o manifesto da Chifre não se fica pela boa sorte que desejam aos próprios, não se trata apenas de uma oportunidade de negócio (até porque, arriscamos dizê-lo, não será das mais rentáveis). Marta explica–nos: “Queremos fabricar algo que seja interessante, que seja apelativo para os artistas. Uma das formas de o fazer passa também pelo aspecto financeiro. Por isso nunca vamos facturar mais que o artista, é um compromisso nosso.”

Outra das regras da casa vem inscrita na apresentação oficial que têm vindo a divulgar. A Chifre é uma editora independente, dedicada “às coisas boas feitas por portugueses e apaixonados por Portugal.” Ah, coisa bonita de se ler. E as frases certeiras continuam. “A obra merece, a Chifre ajuda”, explicam, para dizer que a área de intervenção deste quarteto não se quer ficar apenas pelo universo musicado. A literatura, o design e o cinema prometem integrar o menu, porque “o artista é um bom artista” e há que mostrá-lo a quem aparecer pelo caminho.

Sobre as primeira edições ficam as pistas iniciais: Diego Armés, voz dos Feromona, a trocar a electricidade por contos acústicos; David Pires, que faz uma pausa na bateria dos Pontos Negros para cantar coisas ao mundo; Capitão Fausto e a história da pop-rock em canções cuidadas; e A Armada, que, diz quem sabe, é uma “charanga rock”n”roll”. Vão estar em palco mais uma DJ Battle, entre a própria Chifre e Pedro Ramos e Pedro Moreira Dias da rádio Radar. A ver (por 8 euros).

publicado no ‘i’
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